julho 20, 2009

Monstros (1932)


Monstros foi o primeiro filme polêmico da história do cinema... Feito em 1932 por pessoas do circo de verdade, o filme escandalizou por mostrar a fúria de pessoas deformadas, seja amputadas, com deficiências mentais ou anões. O filme era tão repulsivo que foi proibido em vários países e só saiu de verdade na década de 60.
A história é simples: Cleópatra, a musa do circo, e seu namorado Hércules, ao descobrirem que um anão que tem um amor platônico por ela é herdeiro de uma fortuna, planejam casá-la com ele e depois envenená-lo. Os deformados do circo se vingam deles ao descobrirem o plano. Com apenas 64 min., ele conta a história bem lentamente. Hoje em dia, faria-se um curta com a ideia. Não mais.
Passa-se inicialmente um letreiro, que diz que as pessoas do circo mantém um acordo de que se um é ofendido, todos são. Já que um sozinho não conseguiria cuidar de um problema, todos se juntam.Logo após a história passa brevemente por um local onde se mostra essas pessoas. Quando o orador mostra a pior de todas as "criaturas", começa-se a verdadeira história, como em um flashback, técnica relativamente nova.
Tem algumas cenas bem interessantes, como o homem-sem-braços-nem-pernas acendendo um cigarro ou segurando uma faca com boca, ou então a mulher "desbraçada" comendo com os pés. Além de uma das cenas mais marcantes do cinema, quando o grupo de aberrações brindam para aceitar Cleópatra no bando: "We accepted her, one of us, gooble gobble, googble gobble". É muito boa a cena, chegando no ápice do filme.
Tem uma história até bem estruturada e original para época, que só tinha os filmes. Nosferatu e Caligari como referências ao terror. Nenhum final inesperado, nem reviravoltas, nada disso. . O filme conta mesmo com a capacidade de depredar a raça humana. De mostrar que a verdadeira monstruosidade era Cleópatra e Hércules. Por acaso, eu reparei que o nome dos dois mostra como se os deformados fossem pessoas, os normais seriam semi-deuses.
Clássico, é um filme legal de se ver e de pensar. Nenhum destaque em basicamente nada. Só a originalidade.
Recomendado só para aqueles que já conhecem o cinema há mais tempo e que pelo menos não tenham aversão à filmes preto-e-branco.
Nota: 7,4

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